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Chuvisco e Toró: carinhos na pit bull Athena

 

                                                                                

      

      Um dia, saí de casa e passando na frente de uma videolocadora no condomínio onde moro, encontrei uma mulher e sua filha dando água para dois gatinhos assustados. Elas não podiam levá-los para casa, pois já tinham outros tantos gatos e o marido dela não queria saber de mais. A atendente da videolocadora disse que os viu lá pela primeira vez por volta das três da tarde - devia ser umas oito da noite - e fiquei imaginando que eles deviam estar mesmo muito assustados para não terem saído do lugar depois de cinco horas. Acabei trazendo a dupla para casa com o intuito de doá-los. Estavam com muita fome e sede. Logo em seguida, levei-os para uma consulta na veterinária, onde foram vermifugados e vacinados.

       Graças a Deus, estavam (e ainda estão) bastante saudáveis. Tentei doá-los em algumas feiras de adoção e cheguei a conseguir uma casa maravilhosa para eles em São Paulo, mas acabamos nos encantando com os bichanos e acabamos ficando com eles. Cada um tem o seu jeitinho especial.

       O Chuvisco é mais arisco, não gosta nada de agarramento, mas quando vê minha pit bull Athena deitada, ele se esfrega todo nela e deita junto. Já o Toró, apesar de ser mais pestinha, é supercarinhoso, um ronronador nato, gosta de colo até achar que é hora de brincar de caçar! Acho que o vira-latas é o famoso BBB: bom, bonito e barato, com a vantagem de ter sempre um bichinho agradecido em casa.
                    Silvia Schiros, Chuvisco e Toró, Rio de Janeiro (RJ).

site: petgree.rg.com.br/

 

 

AMOR DE MÃE NÃO TEM PRECONCEITO!

 

  Esta é Luana, uma cadelinha solteira e sem filhotes. Sua dona encontrou 2 gatinhos abandonados na rua e resolveu levá-los para casa. Luana se compadeceu dos filhotinhos e deixou que eles mamassem em suas tetas. Poucos dias depois, Luana estava com leite e os gatinhos mamavam de verdade!!!

        Como isso pôde acontecer?

 

     Na verdade, o sentimento de Luana pelos gatinhos foi movido por um estado hormonal que muitas cadelas enfrentam todos os meses, a pseudociese ou gravidez psicológica. 

      As alterações hormonais que ocorrem logo após o cio podem fazer com que cadelas e gatas tenham comportamento e sinais clínicos de prenhes, sem sequer terem acasalado. Elas se aninham, choram, as tetas aumentam de tamanho e adotam desde objetos como chinelos até filhotes de outras espécies, como se fossem suas crias. Este foi o caso de Luana. O estímulo da sucção dos filhotes fez com que as glândulas mamárias, que já estavam sensibilizadas por hormônios nesta fase, produzissem leite. Assim, Luana pôde realmente amamentar seus "filhotes". 

="#339966">      A pseudociese pode trazer problemas para a cadela quando a produção de leite for muito grande, ocasionando inflamação nas tetas, o que chamamos de mastite. Muitas podem uivar e chorar, parar de comer, cavar o chão e ter comportamentos que o dono não consegue compreender. 

     A pseudo gestação ocorre em torno de 30 dias após o cio. Tem uma duração de 1 mês e deve ser tratada quando causa problemas comportamentais mais sérios ou produção excessiva de leite.

    Sabe-se que cadelas que tem pseudociese são candidatas a tumores mamários, normalmente benignos, a partir de 7 anos de idade. A castração resolve o problema de gestações psicológicas repetidas e é um método indicado para evitar outras doenças na fêmea.

Obs.: esse caso foi acompanhado e fotografado pela Celina Bessa - médica veterinária, RJ.

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